2007-11-04

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (I)


“Sou crente na civilização do amor. Todos os dias, pela manhã e à noite, penso nesta civilização. Eu acho que o mundo só vai ficar bom, quando o amor predominar em todos os segmentos de nossa vida relacional (casal, família, trabalho e sociedade), porque onde tem o amor, tem a alegria. A falta de amor é o que traz a tristeza, a raiva e o medo”.



Onze anos e uma decisão: ser médico

Ele nasceu em Uibaí, terra amada, em 1951, e lá passou sua infância. Foi alfabetizado pela inesquecível professora primária Maria Floraci Guedes, que era de Barra do Rio Grande. A mãe da professora era de Uibai e ela se hospedava com seus avós.

Ficou estudando em Uibaí até a metade da 5ª série, quando então viajou para Xique-Xique e se submeteu a um teste de admissão. Passou no teste e ficou quatro anos e meio naquela cidade, estudando o curso de Admissão e o Ginasial.

Foi neste período de estudos que os médicos começaram a exercer grande influência em sua vida, principalmente por causa da amizade sincera que tinham com seu pai e sua mãe. Um destes médicos chamava-se Dr. Clodoaldo, mais conhecido como Dr. Dozinho, o qual costumava trazer presentes para ele e seus irmãos. Também o Dr. Elson Bessa e a Dra. Joselita, esposa dele, foram grandes amigos da família.

Aos onze anos de idade, José Domingos decidiu que seria médico e conservou esta determinação durante todo o tempo de sua vida estudantil.

Em setembro de 1965, José Domingos se tornou amigo de Eliecim Rodrigues Fidelis. Foi para Salvador aos 16 anos e Eliecim foi considerado por ele e por seus pais como seu irmão mais velho. Continuaram amigos e mais tarde tornaram-se compadres.

Concluiu a fase inicial de seus estudos aqui neste sertão, viajando logo após para Salvador, onde iniciou o científico no Colégio Estadual da Bahia.

Logo que concluiu o científico, submeteu-se aos vestibulares da Universidade Federal da Bahia e da Escola Baiana de Medicina. E em janeiro de 1970, ano em que todos os brasileiros vibravam felizes, porque o Brasil venceu o tricampeonato mundial de futebol, José Domingos também vibrou, tanto pela vitória do Brasil, quanto pela sua vitória pessoal, uma vitória em dose dupla: passou no vestibular da Universidade Federal da Bahia e no vestibular da Escola Baiana de Medicina!

Tinha duas opções diante de si, mas preferiu estudar Medicina na Universidade Federal da Bahia, porque era mais econômico. Afinal, além dele havia outros irmãos que também precisavam estudar.

Esta preocupação era apenas sua, pois seu pai, Domingos Leandro, um cidadão honesto e trabalhador, que dedicava sua vida ao trabalho, com a finalidade de dar um bom estudo e conseqüentemente um bom futuro para os filhos, dizia-lhe: “Não se preocupe, cuide de suas obrigações. Eu juntei para gastar com vocês, e com prazer gastarei em tudo que precisarem”.

(continua em II)


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