2007-11-25

Incêndios criminosos na Chapada Diamantina serão punidos pelo Estado

A chuva que começou a cair ontem (22) na Chapada Diamantina reduziu significativamente os focos de incêndio na região. O fogo persiste no Vale do Patí, no município de Andaraí, na Serra de Santana, em Piatã e no Machobombo, em Lençóis.

O governador em exercício, Edmundo Pereira fez hoje (23) um sobrevôo na região e visitou o comando do Corpo de Bombeiros, em Lençóis. O governador afirmou que o Estado vai iniciar um trabalho de conscientização, prevenção e punição aos incêndios criminosos para que no próximo ano as queimadas sejam evitadas.

“Nós vamos estruturar melhor ainda o combate às queimadas. Este ano já fizemos uma ação diferenciada com o emprego de aeronaves. O combate aos incêndios foi um esforço do governo em parceria com o Corpo de Bombeiros e brigadistas. Mais importante ainda é evitá-las e também vamos trabalhar com isso”, afirmou.

Também visitaram a região o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Walmir Assunção, a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon e do chefe da Casa Militar, coronel Expedito. “O fundamental aqui foi o trabalho conjunto de diversas secretarias. A partir de agora vamos realizar uma ação preventiva para evitar esses incêndios criminosos”, afirmou o secretario Walmir Assunção.

A Coordenação de Defesa Civil (Coordec), órgão ligado à Sedes, foi responsável pela aquisição de todo o material enviados aos bombeiros e brigadistas. O trabalho de combate ao fogo foi capitaneado pela Coordec, em parceria com a Casa Militar, Casa Civil e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

A Casa Militar do Governador e a Casa Civil enviaram para Lençóis, sede da Operação Chapada, duas aeronaves de combate a incêndio, duas vans para transportar os brigadistas e duas picapes. O Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) enviou um helicóptero para o local.

A operação recebeu o reforço de mais um avião contratado pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA). Com ele, o número de aeronaves chega a três, sendo que no auge da operação havia três aviões e dois helicópteros. “As aeronaves foram fundamentais para o combate ao fogo. Cada uma delas tem capacidade de apagar o fogo em uma área de 300 metros”, disse o comandante da Operação de Bombeiros Militares do interior, coronel Djalma Duarte.

Além do trabalho da PM e Corpo de Bombeiro o combate ao fogo conta com a ajuda de 120 brigadistas, voluntários que contam com apoio logístico do Governo do Estado que também está fornecendo auxílio alimentação às famílias que estão ajudando a debelar o fogo. “O trabalho dos brigadistas é fundamental. Eles estão na linha de frente do combate ao fogo”, afirmou coronel Duarte.

Os brigadistas também estão preocupados com a conscientização da população para que não usem fogo para fazer pastagem, não queimem o lixo e nem façam fogueiras na região. “Grande parte dos incêndios são causados pelo fogo que os fazendeiros usam para fazer pasto, pelas fogueiras dos caçadores e também causados pelos piromaníacos que atacam na região”, contou Baggio.

A maioria dos brigadistas são guia turísticos e ex-garimpeiros. A Cordec enviou fardamento e material para os 200 brigadistas voluntários das 14 equipes existentes na Chapada Diamantina. Calça, camisetas, bonés, meias e jaquetas compõem a vestimenta. Além disso, foram enviados abafadores, machados, foices, facões e enxadas. Está em processo de aquisição 40 rádios portáteis.

“Nós fazemos o trabalho por terra, onde os bombeiros chegam depois de helicóptero. O trabalho é difícil e às vezes caminhamos até 15 quilômetros dentro da mata para chegar ao foco do incêndio”, contou o coordenador da Brigada de Lençóis, Erasmo Baggio.

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