2008-04-16

Informações de Lobão: investimentos em biodiesel continuam, apesar dos críticos

O governo brasileiro não deixará de investir na produção de biodiesel apenas porque está sendo criticado por estrangeiros com interesses específicos, afirmou hoje (16) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, antes do almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidente da Índia, Pratibha Patil, no Itamaraty.

As informações são da Agência Brasil/Danilo Macedo:

"Os críticos estão cada vez mais ativos, mas nós vamos em frente. Seguiremos porque estamos no caminho certo. Isso é bom para o Brasil e estamos convencidos de que é bom para o mundo também", disse o ministro, acrescentando que quem critica é porque não está produzindo o biodiesel.

O ministro Lobão disse que os brasileiros não seriam irresponsáveis de prejudicar a produção de alimentos. "O fato é que nós estamos no convencimento de que se trata de uma boa iniciativa, feliz, talentosa e está dando bom resultado. Nós vamos aumentar a mistura com o biodiesel de 2% para 3%, em seguida para 5%, e podemos ir além", afirmou.

Ao comentar o anúncio “oficioso” do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, da descoberta de um megacampo de petróleo na Bacia de Santos, e que acabou influenciando o preço das ações da Petrobras na Bolsa de Valores, Lobão disse que nunca acreditou em má fé, mas que não faria da mesma forma.

"Eu não teria feito como ele fez. Eu estava informado, o presidente da República também tinha suas informações, a Petrobras, é claro que tinha, e mantínhamos tudo isso dentro do sigilo que deveríamos manter. Os estrangeiros, não sei como, obtiveram a informação e publicaram", disse.

O ministro explicou que dentro de alguns meses, com a avaliação das informações que já chegaram aos centros de pesquisa, haverá dados concretos sobre o potencial real da Bacia de Santos.

Quanto à desativação completa das termelétricas, o ministro informou que será realizada uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico na próxima semana para decidir sobre o assunto.

"Se tivermos de manter alguma termelétrica funcionando, apenas por segurança, essas térmicas serão movidas apenas a gás. Nós não teremos mais nenhuma a diesel", disse.

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