2008-05-11

Ciags elabora projeto para mapear mestres artesãos do Território do Sisal - Bahia

O trabalho dos mestres artesãos da região sisaleira da Bahia – um conglomerado de 40 municípios, com cerca de 400 mil habitantes – acaba de ganhar um importante aliado na luta contra o esquecimento e o descaso do tempo. O Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (Ciags), da Universidade Federal da Bahia (Ufba), elaborou o projeto Mapeamento dos mestres artesãos e seus saberes populares no Território do Sisal.

O principal objetivo da iniciativa é conhecer, valorizar e difundir para a sociedade, as artes, ofícios e saberes populares dos artesãos de vários municípios da região, a exemplo de Serrinha, Valente, Conceição do Coité, Cansanção, Retirolândia e Queimadas.

“Dentre outras questões, queremos saber quem são, o que fazem, porque fazem, com fazem e com quem trabalham os artesãos da região sisaleira da Bahia”, afirma a coordenadora do Ciags, Tânia Fischer, que nesta quinta-feira (8), apresentou o projeto ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira.

Ela explicou que os artesãos baianos, na faixa etária de 60 a 80 anos, estão desaparecendo com seus saberes, e citou Salvador, onde só existe, atualmente, um prateiro. “Não podemos permitir que todo esse conhecimento caia no esquecimento”, observou.

Conforme a pesquisadora, a Ufba pretende também conceder título do Conselho Acadêmico a alguns desses mestres populares, como aconteceu com o Mestre Pastinha, na capoeira. O mapeamento pretende ainda responder a indagações como difundir as artes e ofícios populares e como preservá-los em museus contemporâneos, e ainda incrementar a cultura e o turismo no Território do Sisal.

Ildes Ferreira disse que trabalhar com a cultura popular é muito estimulante e elogiou a universidade por este tipo de interação, ao sair de seus muros para expandir as fronteiras do conhecimento para a população em geral. O secretário afirmou que o projeto do mapeamento pode ser inscrito num dos três editais que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) vai lançar no começo de junho, como os de apoio a projetos de incubadoras universitárias e a grupos locais (economia solidária).

xas/is

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