2007-12-06

Poeta Irajá é o novo presidente da Academia de Letras de Irecê

Poeta Irajá, presidente da Academia de Letras de Irecê

Ontem foi um dia histórico para as letras do município de Irecê, por causa do importante acontecimento que foi a escolha de um confrade para suceder José Galdino, pesidente da Academia de Letras de Irecê - ALI, cujo mandato tinha encerrado.

Vinte membros compareceram para a reunião de votação para escolha de uma das duas chapas:

A Chapa do Eraldo tinha como concorrente a presidência o radialista Eraldo Maciel e como vice José Galdino, ex-diretor de Esporte, Cultura e Lazer, no município.

A outra chapa, denominada Renascer, tinha como concorrente a presidência o Poeta Irajá, que se tornou conhecido como um artista que não mede consequências ao elaborar suas poesias, sempre denunciando alguma coisa e como vice Jorge Galvão Dourado.

Momentos antes da votação, Eraldo Maciel retirou seu nome. Ficou então decidido que as pessoas votariam Sim, caso aceitassem Irajá para presidente e Não, caso não o recusassem.

Dezoito membros votaram, sendo que dez disseram Sim e sete disseram Não.

No final da votação houve manifestações de alegria pela eleição do novo presidente para os próximos dois anos.

Vale salientar que a Academia de Letras de Irecê é uma entidade de Utilidade Pública Municipal que foi fundada no ano de 1998. Agora em maio completa dez anos de existência.

Membros da ALI, exceto o primeiro da esquerda. Alguns estão ausentes

2007-12-05

História do Catolecismo em Irecê - Trocaram o padroeiro rico por um pobre (II)

Continuação da parte I

O espertalhão arranjou um outro São Domingos bem menor que o original doado por Tertuliano Cambui. Retirou todos os ricos pertences do São Domingo original e guardou para si. Depois retornou de Salvador com o segundo São Domingos, que até hoje existe na capela e é, absolutamente, pobretão.

Além do padroeiro da cidade ter sido trocado por outro, é provável também que o sino não seja mais o que foi doado originalmente por Tertuliano Cambuí. Segundo informações que obtive dos mais velhos, o sino original era bem poderoso.

Seu som podia ser escutado a quilômetros de distância daqui. Quem estava na baraúna, por exemplo, distante mais de uma légua de Irecê, ouvia o sino tocando naquela época. Atualmente, o som é bem mais fraco, ouvido apenas por quem está próximo da Igreja.

Donald Pierson em seu livro "O homem no Vale do São Francisco", Tomo II, página 85, assim escreveu acerca da igreja, na sua forma mais primitiva:

“Em frente a uma igreja diminuta no centro da grande praça de Irecê, ergue-se um enorme cruzeiro de madeira, mais alto do que o próprio templo…”

(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes); O Aniversário de Irecê; Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

História do Catolecismo em Irecê - trocaram o padroeiro rico por um pobre (I)

Praça Municipal de Irecê - ano de 1942

Muita gente pensa que o São Domingos que existe atualmente em Irecê é o mesmo que foi doado por Tertuliano Cambuí.

Na realidade, o São Domingos original era muito rico e o atual é muito pobre. O que foi doado pelo Capitão Tertu tinha coroa, bota e bengala de ouro.

A bengala tinha um cumprimento de cerca de cinqüenta centímetros, tudo isso construído na época do império.

O São Domingos original veio da Igreja de São Domingos de Assuruá. Havia tanto ouro naquele lugar que as pessoas pegavam machados para cortá-lo.

Lá , os filões de ouro podiam ser percebidos pelas pessoas, quando andavam pelas ruas. Era uma época em que este metal não era tão precioso quanto hoje em dia.

Durante os períodos de chuva, os meninos corriam para as ruas. Sua diversão consistia em pegar, na enxurrada, as muitas pepitas de ouro, enchendo os bolsos. Pegavam apenas porque as achavam bonitas, não porque tivesse algum valor para eles.

A família Cambui, era uma das mais ricas de Assuruá. Possuia riquezas em fazendas, gado e incalculável quantidade de ouro. Pegou parte deste metal e mandou fazer uma bengala, uma bota e uma coroa de ouro para São Domingos.

Anos depois, o ouro passou a ter mais valor. As pessoas de Irecê e outras localidades olhavam para São Domingos e se encantavam com a beleza de suas riquezas. Quanto valia aquela comprida bengala de ouro? E as botas? E a coroa?

Houve uma época em que uma seca terrível ocorreu nesse sertão. Todos procuravam uma razão para seca. Uns diziam que era por causa da “língua grande das mulheres fuxiqueiras.” Outros diziam que era por causa dos homens que saíam de suas casas e iam adulterar com a mulher dos outros companheiros. Mas alguns espertinhos disseram que o culpado pela seca era São Domingos.

O padroeiro da cidade precisava viajar para Salvador e lá ser benzido pelos mais santos homens da igreja católica. Se assim não acontecesse, a chuva continuaria ausente, o sofrimento aumentaria e muitos poderiam morrer.

Dias depois, São Domingos foi levado para “a Bahia” (nome usado para indicar que se estava indo a Salvador). Acontece que não mais o queriam de volta na cidade, exceto algumas coisas que ele possuía, como por exemplo a bengala de ouro, a coroa de ouro e as botas de ouro.

(Continua na parte II)

(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes); O Aniversário de Irecê; Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

2007-12-03

Ponte que separa Morro do Chapéu de Irecê precisa apenas de pequenos reparos

Ponte que liga região de Irecê a Morro do Chapéu, Jacobina, Salvador e outras cidades do estado, não corre risco de desabamento e sua estrutura precisa apenas de pequenos reparos.

Segundo o Dr. Batista Neves é normal a existência de pequenas fendas, em função da dilatação da estrutura.

Ele que é um dos maiores especialistas em engenharia fez uma vistoria geral na ponte e notou a necessidade de pequenos reparos, que serão feitos sem a necessidade de interromper o trânsito.

O anúncio foi feito em uma reunião da UNIPI que aconteceu no sábado passado, em Ibititá, com a presença de prefeitos e autoridades em engenharia.

Parabenizamos ao presidente da entidade, Hermenilson Carvalho, atual prefeito de Lapão, pela dedicação ao cargo, atendendo imediatamente aos reclamos da região.

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