2007-11-10

Agricultura familiar de Irecê produz 88 mil toneladas de mamona

Acredito que o Governo Jacques Wagner (PT) tomou a decisão correta ao adotar a política de territórios, aglomerando municípios da Bahia, conforme sua identidade. Ao todo, a Bahia ficou com 26 territórios. Começa com o Território de Irecê e termina com o Território Metropolitana de Salvador.

Neste texto, um resumo do II Fórum Internacional de Desenvolvimento Territorial que começou no dia 8, com a apresentação de seis experiências territoriais, cobrindo todas as regiões do país, a partir da visão dos movimentos sociais que atuam nos territórios. A participação baiana ficou por conta da exposição de Mário Augusto de Almeida Neto, conhecido como “Jacó”, representante do Território de Irecê.

Jacó explicou que a noção de territorialidade surgiu no estado em 2003 e tinha, a princípio, os sindicatos como principais atores da sociedade civil. Desde o final de 2006, durante os trabalho de transição do Governo do Estado, esse modelo foi adotado como unidade de planejamento, ampliando as discussões para várias áreas. “A Bahia está vivendo um momento de amplo diálogo entre a sociedade civil e o governo do estado”, aponta.

O Território de Irecê possui uma média de 158 mil habitantes, numa área de 25.670 quilômetros quadrados. Conforme afirmou o representante, 25,3% da população é analfabeta, o que prova que a educação é um dos grandes déficits da região. “Não adianta ampliar o número de escolas, se a qualidade dos professores não melhora”, afirma. Para ele, é preciso regionalizar a educação para valorizar a área. “Tem que ensinar às crianças que o fruto daqui é o umbu e não dar exemplos a partir de uva e pêssego”, completa.

Economia

Durante sua apresentação, Jacó apresentou dados acerca da divisão agrária da região de Irecê, que é formada basicamente pela agricultura familiar, com mais de 31 mil estabelecimentos agropecuários de até 20 hectares. “Em área, esses empreendimentos somam somente 16,1% do total do território”, frisa.

Atualmente, um dos focos da economia do Território de Irecê é a produção de biodiesel a partir da mamona. A Bahia responde por, aproximadamente, 80% da produção de mamona no país, sendo a região de Irecê a principal produtora, com uma média de 88 mil toneladas por ano.

Jacó afirma que, ao adotar os territórios de identidade como foco de planejamento, houve uma discussão maior acerca das verbas para economia, ampliando a visão do pequeno produtor. Hoje, além do biodiesel, existem propostas nas áreas de caprinovinocultura (para a produção de carne e leite), fruticultura e desenvolvimento da visão da própria agricultura. “Antes nós apenas produzíamos a mamona. Agora, com a implantação da fábrica para a produção de óleo de mamona, pretendemos fornecer não mais a matéria-prima, mas sim o produto já transformado”, comemora. (Dados da SEPLAN)

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Quem deseja conhecer fatos históricos e econômicos de Irecê encontra nos livros do escritor Jackson Rubem:

  • Irecê: História Casos e Lendas;
  • Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia;
  • O Aniversário de Irecê
  • Irecê, A Saga dos Imigrantes
  • Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

Personagens folclóricos de Irecê - Nondas

Nondas, foto tirada a mais de cinco anos

Aparentando 38 anos, Nondas é uma pessoa extremamente inteligente, que diz ser pai de dois filhos: Adelita e Silas. Conversa bonito. Lembra de datas, músicas, poesias e casos que lê em livros. É também um andarilho, que não se importa com distâncias. Já foi a pé até São Paulo.

Nondas diz que concluiu o primário, que já se formou em medicina, que é rádio-técnico. Costuma se apresentar com nome de personalidades famosas, ou de novelas, associados ao seu sobrenome: “Sou Pablo Escobar Dourado Matos, Rei do Gado, Rei do Chifre, Rei do Laço, Rei da Fome, Punho de Aço, Zé Trovão, Ana Raio.”

Diz que seu pai Isnar de Castro Dourado, montou em um touro preto, para ganhar o coração de sua mãe, Dona Nair. Diz ainda que seu avô, um homem muito rico, foi buscar sua avó em Palmeira de Lençóis, montado em um cavalo, que foi escoltado por Horácio de Matos e Manoel Quirino.

Este pobre jovem inteligente, conta que sua mãe, quando se encontrava no nono mês de gravidez caiu e bateu a barriga em cima de uma pedra de arrecife. Então ele chorou no ventre materno, antes mesmo de vir ao mundo.

(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

2007-11-09

Começa em Irecê a Exposição Coletiva 3 Estilos

Os artistas, Cleonildo Leite (E), Jailson Paiva(2 E),
Péricles Barreto (3 E) juntos com o Diretor de Cultura de Irecê,
Marivaldo Lopes que veio prestigiar os artistas.


Ontem a noite, dia 8 de novembro, começou em Irecê uma importante vernissage intitulada Exposição Coletiva 3 Estilos, no Sólon Barreto Espaço de Arte, onde a população poderá apreciar, nas salas do local, cerca de trinta telas de grande beleza plástica e criatividade.

O objetivo principal da exposição, segundo os artistas, é oferecer para a população de Irecê e de outras cidades mais uma opção de lazer. Ao mesmo tempo, despertar nos estudantes a sensibilidade artística, estimulando-os a produzir seus trabalhos e a criarem coragem de expor ao público. Além disso, é também uma oportunidade de investimento, já que a compra de uma tela criativa rende dividendos no futuro para o comprador.

O evento foi abrilhantado pela pela presença do também artista plástico, professor, ator e Diretor de Cultura de Irecê, Marivaldo Lopes. Para ele, um evento de grande importância para Irecê, pois estimula outros artistas a a produzirem arte e a ter coragem para expor para o público.
"A Arte está aí, independente da linguagem,
e tem o poder de transformar a vida das pessoas" - Marivaldo.
Durante 15 dias, você poderá visitar a exposição para prestigiar os artistas plásticos, Cleonildo Leite, Pericles Barreto e Jailson Paiva, falar de cultura já que o ambiente é propício a isso e discutir temas importantes sobre a cidade e o país.

2007-11-08

Famoso empresário de Irecê é assassinado com seis tiros

O empresário Francisco da Silva Barreto (Chico Barreto) encntrava-se em um bar no município de São Gabriel, próximo a Irecê, quando chegou um rapaz de bermuda pedindo uma cerveja para o proprietário do bar. Quando este se afastou para pegar a cerveja, o rapaz retirou uma arma e disparou cinco vezes contra o empresário, acertando todos os disparos. Ao fugir correndo do lugar, ainda disparou mais um tiro.

A vítima foi levada para o Hospital Regional de Irecê, onde faleceu logo em seguida, deixando toda uma população cada vez mais preocupada, não só por este crime, mas por causa de muitos outros.

Chico Barreto era muito influente na microrregião de Irecê, pois tinha comércio em mais de uma cidade. Em Irecê, uma revendedora de carros. Em São Gabriel, uma revendedora de pneus. Possuía carros de som e exercia a atividade de bingo, antes da proibição.

O município de Irecê, se consideramos a proporcionalidade, 314 km2 e a população de 62.672 habitantes, quebra os récordes de violência. A sede do município é pequena, mas número de assaltos a mão armada, de estupros, roubo de motos e de crimes de toda espécie é GIGANTESCO.

A população já está entediada com o excesso de reuniões e seminários patrocinados pelas autoridades municipais, entidades e governo estadual. Talvez achem que isso resolverá o problema e que os criminosos vão fugir com medo dos falatórios, dos discursos bonitos das autoridades, de palavras que são jogadas ao vento, das rubricas e assinaturas.

E enquanto a justiça não vêm, aumenta o número de descrentes na justiça e de rezadores e rezadoras em Irecê, pedindo proteção a Deus.

Por que os Dourado têm a fama de comedores de cuscuz ? (I)

Um dourado que morava em Achado, ainda não conhecia Caraíbas. Mas estava com a curiosidade aguçada. Será se a água daquele lugar era boa mesmo para fazer cuscuz? A de Achado era nota dez.

Mas no mundo havia outros lugares além de Achado, lugares as vezes muito melhores, desde que a água prestasse para fazer cuscuz!

Ele pretendia mudar de Achado para outro lugar e já ouvira muito falar em Caraíbas, lugar onde havia água em abundância, verdadeiros rios subterrâneos, minando facilmente. Acontece que nem só de água vive um Dourado, de cuscuz também, prato indispensável. A água para ser boa, tem de ser boa também para fazer o prato predileto dos Dourados: cuscuz!

Um dia, o dourado de Achado encontrou diversos habitantes de Caraíbas, naquele lugar. Entre eles Aurélio José Marques, Sabino Badaró e Hermógenes. Conversa vai, conversa vem, depois de muitos copos de café engolidos, junto com deliciosos pedaços de cuscuz, o Dourado, já na hora da despedida, decidiu pedir um grande favor aos amigos:

“Gente boa, eu tô precisano muito cunhecê a água de Caraíbas. Num é prá bebê não, pois sei que é muito salgada.”

“É para quê então, homem? “ - perguntou Aurélio.

“Prá fazer cuscuz! Se a água daquele lugar for boa prá cuscuz, lá irei morar eu, se Deus quiser, e a Virgem permitir!”

Dias depois foi procurado por um morador de Caraíbas, a mando de Aurélio. Levava o morador uma cabaça cheia da água de Caraíbas.

Todo satisfeito o dourado chamou a mulher e pediu-a para fazer um cuscuz. Nem aceitou a desculpa dela, dizendo que estava perto de meio dia e tinha de fazer a comida. Disse que se o cuscuz prestasse, almoçariam cuscuz mesmo. Afinal tem comida melhor que cuscuz, mulher?
Cuscuz feito, animação geral. A água de Caraíbas dava um cuscuz de primeiro mundo!

Por causa de um só Dourado, todos levam a fama de comedores de cuscuz.

Leia a outra versão, na parte II

(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

Por que os Dourado têm a fama de comedores de cuscuz (II)

Continuação de I
Uma outra versão diz o seguinte de "Porque os Dourado têm a fama de comedores de cuscuz":

Houve um período de grande seca na região. Além da falta de alimentos havia também a falta de dinheiro. Então os dourados adotaram um sistema de troca de mercadorias.

Havia os que tinha muito feijão, mas não tinha farinha, nem gordura. E havia os que tinham estas coisas mas não tinha feijão.

De todas as mercadorias a que mais adquiriu valor de troca foi o milho, por causa da variedade de alimentos que podem ser feitos com ele. Os dourados, deram preferência a este tipo de mercadoria, pois com ele faziam seu delicioso cuscuz, comendo-o duas vezes no dia, pela manhã e pela noite.

Embora não tenha registrado a patente de inventor do cuscuz, o senhor Teotônio Marques Dourado Filho é tido por todos como o descobridor deste alimento. Daí ter adquirido um apelido que ele inicialmente gostava, mas depois passou a odiar de todo coração, sobretudo quando se tornou um homem famoso, sendo muitas vezes chamado, diante das autoridades, de Tiosinho Cuscuz. Ai que raiva!

(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

2007-11-07

Irecê- Bahia está em guerra contra a dengue


Com o slogan "Irecê está em Guerra - Contra a Dengue" a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura Municipal de Irecê, em parceria com a 21ª DIRES, a Secretaria Estadual de Saúde e a UNIPI realizaram ontem (6)um importante evento que contou com a participação de vários segmentos sociais.

Painel: perfil epidemiológico da dengue - palestrantes ilustres como a Diretora da Vigilância Epidemológica - SESAB, Alcina Marta Andrade, com a Dra. Noaci Loula (representando a DIRES), Dra. Simone Tosta (Vigilância Epidemiológica/Irecê) e a Dra. Eulália Maria Galvão (Médica de Referência/Dengue-Irecê) fizeram uma abordagem do tema, mostrando a situação atual e o que podemos fazer.

Enquanto vários países do mundo erradicaram completamente a dengue, no Brasil a doença se alastra por todas as regiões. Parte da culpa é dos governantes que não investem os recursos em saneamento básico. Mas a população é a principal responsável, pois não cumpre sua parte seguindo as orientações das autoridades como tampar caixas d´água, retirar pneus velhos do meio ambiente e diversos outros tipos de objetos acumuladores de água. Uma simples casca de ovo pode servir para a reprodução do mosquito da dengue.

A DIRES, representada pelo Dr. Jair, está orientando os prefeitos da microrregião para que intensifiquem os trabalhos visando a prevenção da dengue, pois é melhor prevenir do que remediar. Os prejuízos são imensos sempre que o mosquito se espalha, provocando doenças.

Em Irecê, por exemplo, a parte onde mais se encontra as larvas do mosquito da dengue é no centro da cidade, onde os comerciantes descuidam das caixas d´água. É preciso que os empresários facilitem o acesso dos fiscais da dengue para colocar os produtos químicos em seus reservatórios de água.

Enfim, cada um deve fazer a sua parte, pois todos, ricos e pobres sofrem as consequências.

Parabéns ao prefeito Joacy Nunes Dourado e a secretária de saúde Katia Nunes Barreto, por esta iniciativa importante para a microrregião.

2007-11-06

Pecuária - Xique-Xique - Bahia

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 76.553 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 12.159 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 328 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 2.058 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 190 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 23.468 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 55.093 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 17.428 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 26.183 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 15.318 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 2.236 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 235 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) - kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

Xique-Xique - Bahia - Produto Interno Bruto - PIB

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 27.081 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 9.513 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 63.556 mil reais
  • APU 38.405 mil reais
  • Dummy -2.792 mil reais
  • Impostos 726 mil reais
  • PIB 98.085 mil reais
  • População - 2004 46.947 habitantes
  • PIB per capita 2.089 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Uibaí - Bahia - Pecuária

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 2.300 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 4.500 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 450 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 630 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 190 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 2.800 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 6.000 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 11.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 7.200 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 700 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 315 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 36 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 20 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

Uibaí - Bahia - Produto Interno Bruto - PIB

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 5.160 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.363 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 18.365 mil reais
  • APU 11.994 mil reais
  • Dummy -358 mil reais
  • Impostos 190 mil reais
  • PIB 25.720 mil reais
  • População - 2004 13.751 habitantes
  • PIB per capita 1.870 Reais
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

São Gabriel - Bahia - Pecuária

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 3.800 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 3.500 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 780 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 290 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 190 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 9.500 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 9.000 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 13.500 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 15.000 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 1.000 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 450 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 54 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 40 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

Município de São Gabriel - Bahia - Produto Interno Bruto (PIB)

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 5.708 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.584 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 23.291 mil reais
  • APU 16.385 mil reais
  • Dummy 0 mil reais
  • Impostos 627 mil reais
  • PIB 32.212 mil reais
  • População - 2004 18.683 habitantes
  • PIB per capita 1.724 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

A pecuária de Presidente Dutra - Bahia

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 3.550 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 4.400 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 390 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 670 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 440 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 2.300 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 9.000 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 21.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 3.500 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 980 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 461 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 54 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 25 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

O Produto Interno Bruto de Presidente Dutra - Bahia

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 5.899 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.628 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 18.982 mil reais
  • APU 12.076 mil reais
  • Dummy -361 mil reais
  • Impostos 301 mil reais
  • PIB 27.449 mil reais
  • População - 2004 13.999 habitantes
  • PIB per capita 1.960 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

A pecuária de Mulungu do Morro - Bahia

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 3.387 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 935 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 300 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 35 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 90 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 427 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 3.125 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 5.320 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 2.721 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 467 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 270 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 13 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg)
  • - kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

Produto Interno Bruto de Mulungu do Morro - Bahia

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 9.313 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.068 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 17.474 mil reais
  • APU 12.872 mil reais
  • Dummy 0 mil reais
  • Impostos 200 mil reais
  • PIB 29.056 mil reais
  • População - 2004 15.826 habitantes
  • PIB per capita 1.835 Reais
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

2007-11-05

Resíduos sólidos de 5 municípios do território de Irecê terão destino certo

A microrregião de Irecê está cheia de lixões que se espalham nas beiras das estradas, atraindo urubus, causando um terrível mau cheiro e contaminando os lençóis freáticos. Além disso, crianças são afetadas, pois costumam ir a estes locais em busca de algum brinquedo ou algo que achem interessante.

A falta de um destino certo para os resíduos sólidos a todos os viventes do lugar e bem como turistas e moradores de cidades vizinhas. A solução rústica encontrada pelos prefeitos era a de queimar os resíduos, mas não resolvia o problema, pois o o odor que exala também coloca em risco a saúde das pessoas. E isso sempre preocupou o presidente da União das Prefeituras do Platô de Irecê (UNIPI), Hermenilson Carvalho, atual prefeito de Lapão.

Uma importante reunião em Salvador, na semana passada, patrocinada pelo Governo da Bahia e Ministério da Agricultura, resultou em notícia alvissareira para Irecê e 4 outros municípios de seu território: a formação de um consórcio para dar um destino certo aos resíduos sólidos.

O protocolo para o primeiro consórcio público para o destino dos resíduos sólidos envolve os municípios de Lapão, João Dourado, Presidente Dutra, Jussara e Irecê.

Com recursos oriundos do Governo Federal e geridos pela Codevasf, em Irecê, entidade sob o comando do Dr. Luiz Alberto, os municípios criarão um aterro sanitário, dando assim um destino certo para os resíduos. O meio ambiente agradece.

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (VI - Final)

Um crente na civilização do amor

Dentre as coisas que nossa civilização mais precisa cultivar neste mundo, segundo Dr. José Domingos, encontra-se a paz e a união. Para ele, a família é extremamente importante e todos seus sete irmãos, incluindo Noêmi, a irmã adotiva, são dignos de seu amor.

“Sou crente na civilização do amor. Todos os dias, pela manhã à noite, penso nesta civilização. Eu acho que o mundo só vai ficar bom, quando o amor predominar em todos os segmentos de nossa vida relacional (casal, família, trabalho e sociedade), porque onde tem o amor, tem a alegria. A falta de amor é o que traz a tristeza, a raiva e o medo”.

Dr. José Domingos diz que a falta de amor é oriunda do egoísmo. Para ele, algumas pessoas são extremamente egoístas, ou seja, sentem um desejo tão exagerado de se agradar, que este desejo acaba prejudicando o próximo. Eu quero é o pensamento do egoísta”.

“O mandamento é ‘ama ao teu próximo como a ti mesmo’, mas tem gente tão egoísta que prejudica o próximo. Estas pessoas sentem uma carência tão grande que acabam matando o próximo, roubando o próximo e mentindo para o próximo. E aí acabam tirando a paz da sociedade”.

Na foto acima o médico com sua esposa Vera e nesta foto
os filhos deles: Mateus Machado e Milena Machado


“Eu acho Jesus uma pessoa tão extraordinária, que há dois mil anos esteve aqui e fez tanta coisa importante que ele só pode ser um Deus mesmo. Eu acho que ele realmente é o Deus vivo. O verbo que se fez carne e habitou entre nós”.

Se conhecermos os ensinamentos de Jesus Cristo, vamos formar o reino de Deus dentro de nós, pois Lucas, o único médico, que escreveu sobre Jesus, diz: “O Reino de Deus está dentro de cada um de nós”. Então a gente vai formando este reino de amor e paz dentro de cada um de nós – diz José Domingos, finalizando.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (V)

Resolvendo problemas sociais com a psiquiatria

Dr. José Domingos surpreendeu-se com a quantidade de pessoas que viviam jogadas pelas ruas, em meio ao lixo, bastante sujas.

Sentindo uma imensa compaixão, começou a medicar aqueles doentes mentais, que saíam de seu consultório com uma receita médica e com um atestado comprovando que estavam impossibilitadas de trabalhar no sol ou pegar peso, por causa dos medicamentos que tomavam. Como no sertão a principal fonte de trabalho são as roças, onde existe necessidade da força braçal, geralmente embaixo de sol escaldante, aqueles doentes poderiam requerer a aposentadoria.

E muitas se aposentaram e passaram a viver dignamente.

“A causa do sofrimento vem a ser a falta de amor. Se você trata a pessoa com amor, se você considera a pessoa, ele também vai lhe tratar bem e lhe considerar”. “Todo mal estar é provocado por tristeza, raiva ou medo”.

Depois de alguns meses medicando doentes em Uibaí, Dr. José Domingos recebeu um convite precioso do seu sogro, Miguel Lázaro Machado, pai de Vera Lúcia, que naquele tempo era sua noiva. Miguel, que já morava em Irecê há seis anos, convidou-o para vir trabalhar nesta cidade, dizendo-lhe: “Eu quero lhe ajudar e posso lhe ajudar”.

Bastante satisfeito, aceitou o convite do sogro, pois sabia que trabalhando aqui, a região de Irecê poderia ser mais bem servida na área psiquiátrica.

Apesar de exercer a profissão de médico psiquiatra há muitos anos, Dr. José Domingos jamais aceitou que uma pessoa qualquer viesse a desconsiderar um doente em sua presença. Para ele, que demonstra imenso amor pelo próximo, a causa do sofrimento é decorrente das desconsiderações do esposo ou esposa, dos familiares, dos vizinhos, dos patrões, ou dos colegas de trabalho que normalmente acompanham o paciente ao consultório psiquiátrico.

Além disso, vale destacar também, no campo de atividades sociais, que este médico é sócio do Lions Clube de Irecê, uma entidade filantrópica, há mais de vinte anos. No passado, foi sócio e presidente da Socribi - Sociedade Cristã Beneficente de Irecê, que ajudou a região doando casas populares e reabrindo o Hospital Regional de Irecê, que esteve fechado muitos anos. Como presidente da Socribe, Dr. José Domingos estadualizou o Hospital Regional de Irecê, melhorando a qualidade de vida dos funcionários do hospital e do povo da região. A estadualização só foi possível, porque a Bahia tinha um governador justo e democrático: Dr. Valdir Pires, que hoje está no PT.

(Na foto Dr. José Domingos, época de estudante, com Vera, sua esposa)

Algumas reflexões sobre vários assuntos

“Eu me sinto cada dia mais feliz e realizado com meu trabalho”.

“Meu pai dizia que a prova de que Jesus era Deus estava nos milagres que ele fazia. Mas para mim a grande prova está na castidade dele. O que mais me admira em Jesus é a castidade. Ele viveu 33 anos, naquela época, sem se render aos encantos de nenhuma mulher. Não sofreu por nenhuma, mas algumas sofreram por ele, porque queriam casar com ele e ele não quis”.

“Gosto mesmo é da poesia. Eu não escrevo poesia, mas sou um admirador dos poetas”.

“Moro em Irecê há 25 anos e foi onde morei mais tempo. Eu nasci em Uibaí, mas só fiquei 10 anos e meio. Mudei para Xique-Xique, onde fiquei 4 anos e meio. Depois mudei para Salvador, onde fiquei 9 anos e meio. Voltei para Uibaí, onde fiquei 9 meses. Aí mudei para Irecê e estou aqui há 25 anos”.

“A gente usa o lema ama ao teu próximo como a ti mesmo, mas em primeiro lugar devemos aprender a amar a nós mesmos, pois quando uma pessoa aprende a si amar, geralmente vai amar melhor ao seu próximo”.

“Em primeiro lugar devemos zelar nosso corpo, que é nosso próximo mais próximo, depois zelar nossa esposa, nossos filhos, parentes, sobrinhos... Quanto mais união melhor”.
“A violência é conseqüência da falta de amor. As pessoas violentas, sempre são aquelas mal amadas, principalmente na infância, de zero a seis anos”.

“Eles devem amar mais seu próximo. Amar sua profissão. O bom político é aquele que se dê como um empregado do povo. O povo é o patrão e o patrão não quer empregado ruim lá. Tem que ser honesto. Deve criar leis que melhorem a vida do povo”

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (IV)

O pioneiro na psiquiatria em Irecê

Ainda no quinto ano de Medicina, José Domingos começou o treinamento que acabaria ajudando-o a escolher o tipo de especialidade médica que queria seguir.
Inicialmente as coisas ficaram um pouco complicadas, pois não gostava nem um pouco da área cirúrgica, a qual achava muito “estressante”.

Trabalhava no posto médico Dr. Francisco Cardoso, juntamente com o Dr. José Humberto, de Xique-Xique, que era chefe do plantão, e Dr. Genário, ex-prefeito de Central. O posto ficava no IAPI e era ligado a maternidade Ticila Balbino, em Salvador.

Da esquerda: Dr. Pedro (Pepê), Dr. Vilmar, Carolina,
Dr. Fernando, Dr. Renato e Dr. José Domingos.


Sempre que chegava uma mulher em trabalho de parto, necessitando de cesariana, eles o encaminhavam para a Ticila Balbino, mas, certa vez, durante o treinamento, teve que acompanhar uma cesariana e achou muito feio. Disse para si mesmo: “Não dá, eu tenho que fazer só clínica”.

Depois desta experiência, José Domingos foi para a área de ortopedia, onde estagiou com os ortopedistas do Pronto Socorro Getúlio Vargas, em Salvador. Ali também sentiu um certo mal-estar, principalmente quando havia a necessidade de intervenção cirúrgica no paciente.
Bastante preocupado com isso, procurou os seus professores. Falou com eles da grande dificuldade que sentia em lidar com a área cirúrgica e o seu desejo de se dedicar somente à clínica médica. E o seu professor, Dr. Gessé Acioly, que foi clínico geral em Salvador, durante muitos anos, e depois se mudou para a Espanha, ficando três anos lá, fazendo curso de Treinamento Autógeno, um ramo da psicanálise, disse-lhe: “Olha, meu filho, 80% da clínica médica é psiquiatria e se você não conhecer a psiquiatria, você não vai ser um bom clínico”.

Outro médico, Dr. Gilberto Rebouças, que passou dez anos de especialização nos Estados Unidos, e se tornou um renomado gastroenterologista, em Salvador, disse-lhe: “Setenta e cinco por cento da clínica médica é psiquiatria, se você não conhecer a psiquiatria você não vai ser um bom clínico”.

E assim, depois de vários anos estudando em Salvador, José Domingos recebeu, em agosto de 1976, um dos maiores troféus de sua vida: o diploma de médico.
Com o valioso diploma em mãos, poderia exercer sua profissão em qualquer grande cidade da Bahia, ou até mesmo permanecer na capital. Seu maior desejo, no entanto, era retornar para Uibaí, sua terra natal, ficando próximo de sua família.

Doutor José Domingos foi o primeiro médico de Uibaí que voltou para sua terra natal. Dr. Genário, que é primo carnal da sua mãe, se formou seis meses antes, mas foi trabalhar na região de Barreiras.

Médico formado, especializado em Psiquiatria, voltou para Uibaí e começou a exercer a profissão de psiquiatra, sendo o primeiro da região.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (III)

(continuação de II)
As difíceis viagens no tempo de estudante


As distâncias se encurtaram bastante nos dias de hoje, por causa do asfalto, mas na época em que José Domingos estudava na capital, as estradas pareciam intermináveis.
Para se ter uma idéia, se as aulas dele terminassem em uma segunda-feira, só poderia voltar para Uibaí numa sexta-feira, porque se chegasse na terça-feira em Irecê ou Central, não encontraria transporte para Uibaí.

Dr. José Domingos na infância, primeira comunhão

Por conta disso, saía de Salvador na sexta-feira, às 5 horas da manhã e quando chegava em Feira de Santana trocava de ônibus. A empresa substituía o ônibus, porque até Feira a estrada era boa, mas até Irecê e Uibaí, era péssima. E depois de uma longa viagem cansativa, chegava a Central às 22 horas.

Dormia em Central e esperava até o meio-dia de Sábado, quando acabava a feira. Viajava para Uibaí, numa carona em uma rural, oferecida pelo amigo Manoel Joalheiro, casado com sua prima carnal, que participava da feira de Central, vendendo jóias.

“O progresso é uma lei natural. É também uma lei de Deus. Ninguém detém o progresso. Ele vem ou pelo amor ou pela dor”.

E o progresso veio, pois as estradas de cascalho, chamadas de Federais, foram substituídas pelas de asfalto, permitindo deste modo maior velocidade aos meios de transporte, encurtando as distâncias.

Dr. José Domingos lembra que o transporte terrestre melhorou bastante, mas o aéreo piorou, pois quando estudava em Xique-Xique, um avião da Varig descia toda semana naquela localidade. Hoje isso já não acontece.

Mas o nordestino, na sua opinião, já é acostumado a passar por dificuldades, desde a época em que os europeus chegaram aqui, passando pelo Nordeste, região do Brasil que está mais próxima da Europa. Por causa das dificuldades, as pessoas foram abandonando o sertão. Um exemplo disso é o atual presidente, o Lula, que não agüentando o sertão foi para São Paulo.

Atualmente pode-se dizer que as coisas melhoraram em relação às mais antigas, mas, segundo o psiquiatra, apesar da eletricidade, do asfalto, do rádio e do telefone, precisamos, aqui em Irecê, de uma linha de aviação. Neste ponto não progredimos, regredimos e muito.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(Fonte: livros do escritor Jackson Rubem: Irecê: História Casos e Lendas; Irecê, Um Pedaço Histórico da Bahia; Irecê, A Saga dos Imigrantes) e Brasileiros Pré-Cabralianos (Brazilians Before Cabral), publicado em Inglês e Português.

A pecuária do próspero município de Lapão - Bahia

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 6.100 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 2.480 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 580 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 190 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 120 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 1.600 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 7.000 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 12.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 4.000 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 2.050 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 1.025 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 42 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 30 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

O Produto Interno Bruto do próspero município de Lapão - Bahia

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 28.864 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 6.180 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 35.939 mil reais
  • APU 22.597 mil reais
  • Dummy -465 mil reais
  • Impostos 498 mil reais
  • PIB 71.018 mil reais
  • População - 2004 26.684 habitantes
  • PIB per capita 2.661 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Dados estatísticos sobre a pecuária - Jussara - Bahia

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 5.500 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 3.190 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 640 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 470 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 830 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 7.000 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 5.500 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 12.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 21.000 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 2.030 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 853 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 33 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 50 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

O Produto Interno Bruto - PIB - Jussara - Bahia

Jussara - BA

  • Valor adicionado na agropecuária 5.084 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.600 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 18.856 mil reais
  • APU 13.404 mil reais
  • Dummy 0 mil reais
  • Impostos 545 mil reais
  • PIB 27.087 mil reais
  • População - 2004 16.025 habitantes
  • PIB per capita 1.690 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

João Dourado - Bahia - Pecuária

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 12.600 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 3.550 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 740 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 280 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 230 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 5.000 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 11.000 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 17.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 5.500 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 2.550 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 1.148 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 66 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 20 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

João Dourado - Bahia - Produto Interno Bruto (PIB)

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 19.585 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 4.059 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 29.049 mil reais
  • APU 16.918 mil reais
  • Dummy -629 mil reais
  • Impostos 700 mil reais
  • PIB 52.764 mil reais
  • População - 2004 18.842 habitantes
  • PIB per capita 2.800 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

2007-11-04

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (II)

(Continuação do I)

O sertanejo que deu universidade a 7 filhos

Domingos Leandro, pai do Dr. José Domingos, foi um notável cidadão em Uibaí, não só pela sua honestidade, mas também pelo fato de, mesmo sendo um homem nascido no sertão, onde a luta pela sobrevivência é mais importante do que qualquer coisa, mesmo assim, conseguia enxergar o valor da educação, acima de tudo. (Na foto, ainda jovem com a então namorada Idalice)

Apesar de ter proporcionado estudo para tantos filhos, Domingos lamentava-se porque não pode realizar seu maior desejo que era estudar e se formar. O máximo que conseguiu, foi estudar onze meses com D. Cassimira que era professora particular. Estudou seis meses em uma “seca” e os cinco meses na outra, porque no “verde” ajudava o pai na roça.

Desejou estudar em Barreiras, no mesmo colégio onde estudou políticos famosos como Antônio Balbino e Josafá Marinho, mas a mãe não permitia que os filhos morassem longe dela. Por ser um católico, fiel às normas da igreja de respeitar pai e mãe, Domingos preferiu abandonar os sonhos e ficar perto da mãe.

Os anos passaram, e por volta de 1950, Domingos foi eleito vereador de Uibaí. Naquele tempo o governo estava promovendo a construção de prédios escolares em toda zona rural do país e coube a ele, como vereador, acompanhar a construção do primeiro prédio escolar de Uibaí.

O prédio tinha uma sala de aula, um pátio e um apartamento para a professora, mas não tinha a professora. Isso acontecia, porque Uibaí era vila de Xique-Xique e ninguém daquela cidade queria vir morar na vila. Os que vinham acabavam adoecendo de saudade, pois o retorno era difícil, por causa das dificuldades para se conseguir transporte, bem como das péssimas estradas.

O tempo passou e as dificuldades para conseguir professores foram acabando. Muitas filhas do município de Uibaí começaram a se formar em escolas importantes como o colégio Santa Eufrásia, em Barra do Rio Grande e o colégio evangélico em Ponte Nova, hoje Vagner e retornaram para a terra natal. Entre elas, Dona Aurelina, Anete, Corália, Hélia, Gildete...

Domingos foi um dos grandes incentivadores para que as pessoas de Uibaí retornassem para sua terra depois de formadas. Para ele, “Só filho da terra sabe dá valor a própria terra. O de fora fica algum tempo, depois retorna às suas origens”.

Domingos não conseguiu estudar fora por imposição da mãe, mas trabalhou bastante em prol dos filhos e da esposa. Fazia um grande esforço para dar condições aos seus filhos de estudar o que quisessem, não importava a distância.

Todo este empenho de homem sertanejo, que não mediu esforços para dar um diploma universitário aos filhos, tinha admiração no seu xará, Domingos Milheiro, mais conhecido como Domingos Português, esposo da professora Anete Machado.

Coincidência ou não, todos os filhos de Domingos Leandro Machado fizeram científico no mesmo – Colégio Estadual da Bahia – e se formaram na mesma universidade – Universidade Federal da Bahia, cabendo a cada um escolher a profissão que queria ter: Dr. José Domingos Machado (médico); Dr. Renato D. Machado (Médico); Dr.Fernando D. Machado (Engenheiro Mecânico); Dra. Maria do Carmo Machado Rossi (Engenheira Civil); Dr. Vilmar D. Machado (Médico); Dra. Maria Lúcia Machado (Psicóloga); Dr. Pedro D. Machado (Odontólogo) .

Mas para formar tantos filhos, primeiro era preciso Domingos Leandro tê-los, e para tê-los era preciso que ele casasse e para casar deu um enorme trabalho a sua noiva Idalice.

Começou então a influência dos médicos na família. Um médico de Xique-Xique, que trabalhava em Belo Horizonte como otorrinolaringologista e retornou para o sertão, porque sua esposa Dona Darzinha tinha adoecido e estava precisando de um lugar de clima bom para recuperar, escolheu Uibaí. O casal ficou hospedado na casa de Domingos, que na época era solteirão.

Durante as prosas, o médico e sua esposa diziam: “Mas Domingos Leandro, um rapaz na idade do Senhor, com 32 anos, não ter encontrado uma moça que lhe agradasse para casar!”.

Ele então lhes disse: “Já encontrei, sim”.

É que poucos dias antes, tinha conhecido, em sua loja, uma jovem bonita chamada Idalice, que estava acompanhada de uma tia, comprando um enxoval para casamento.

Gostando da jovem desde o primeiro instante em que a viu, e ao mesmo tempo receando que o enxoval fosse para seu casamento, Domingos aproximou-se da tia dela e perguntou-lhe se aquele enxoval era para a moça. A tia respondeu que não, deixando-o bastante aliviado.

Os dois começaram a namorar, mas ele era muito descansado em relação a casamento. Acontece que sua noiva, Idalice, era uma mulher determinada, e não estava disposta a esperar muito tempo por um casamento. Disse para ele: “Ou a gente casa ou a gente separa de uma vez por todas”.

Como Domingos Leandro a amava muito, preferiu casar logo a perdê-la. Casaram e viveram felizes, enquanto durou a vida dele.

Empreendedores de Irecê - Dr. José Domingos - Médico (I)


“Sou crente na civilização do amor. Todos os dias, pela manhã e à noite, penso nesta civilização. Eu acho que o mundo só vai ficar bom, quando o amor predominar em todos os segmentos de nossa vida relacional (casal, família, trabalho e sociedade), porque onde tem o amor, tem a alegria. A falta de amor é o que traz a tristeza, a raiva e o medo”.



Onze anos e uma decisão: ser médico

Ele nasceu em Uibaí, terra amada, em 1951, e lá passou sua infância. Foi alfabetizado pela inesquecível professora primária Maria Floraci Guedes, que era de Barra do Rio Grande. A mãe da professora era de Uibai e ela se hospedava com seus avós.

Ficou estudando em Uibaí até a metade da 5ª série, quando então viajou para Xique-Xique e se submeteu a um teste de admissão. Passou no teste e ficou quatro anos e meio naquela cidade, estudando o curso de Admissão e o Ginasial.

Foi neste período de estudos que os médicos começaram a exercer grande influência em sua vida, principalmente por causa da amizade sincera que tinham com seu pai e sua mãe. Um destes médicos chamava-se Dr. Clodoaldo, mais conhecido como Dr. Dozinho, o qual costumava trazer presentes para ele e seus irmãos. Também o Dr. Elson Bessa e a Dra. Joselita, esposa dele, foram grandes amigos da família.

Aos onze anos de idade, José Domingos decidiu que seria médico e conservou esta determinação durante todo o tempo de sua vida estudantil.

Em setembro de 1965, José Domingos se tornou amigo de Eliecim Rodrigues Fidelis. Foi para Salvador aos 16 anos e Eliecim foi considerado por ele e por seus pais como seu irmão mais velho. Continuaram amigos e mais tarde tornaram-se compadres.

Concluiu a fase inicial de seus estudos aqui neste sertão, viajando logo após para Salvador, onde iniciou o científico no Colégio Estadual da Bahia.

Logo que concluiu o científico, submeteu-se aos vestibulares da Universidade Federal da Bahia e da Escola Baiana de Medicina. E em janeiro de 1970, ano em que todos os brasileiros vibravam felizes, porque o Brasil venceu o tricampeonato mundial de futebol, José Domingos também vibrou, tanto pela vitória do Brasil, quanto pela sua vitória pessoal, uma vitória em dose dupla: passou no vestibular da Universidade Federal da Bahia e no vestibular da Escola Baiana de Medicina!

Tinha duas opções diante de si, mas preferiu estudar Medicina na Universidade Federal da Bahia, porque era mais econômico. Afinal, além dele havia outros irmãos que também precisavam estudar.

Esta preocupação era apenas sua, pois seu pai, Domingos Leandro, um cidadão honesto e trabalhador, que dedicava sua vida ao trabalho, com a finalidade de dar um bom estudo e conseqüentemente um bom futuro para os filhos, dizia-lhe: “Não se preocupe, cuide de suas obrigações. Eu juntei para gastar com vocês, e com prazer gastarei em tudo que precisarem”.

(continua em II)


A pecuária de Itaguaçu da Bahia - Bahia, segundo IBGE

Pecuária 2005

Bovinos - efetivo dos rebanhos 25.246 cabeça
Suínos - efetivo dos rebanhos 3.369 cabeça
Eqüinos - efetivo dos rebanhos 117 cabeça
Asininos - efetivo dos rebanhos 426 cabeça
Muares - efetivo dos rebanhos 86 cabeça
Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
Ovinos - efetivo dos rebanhos 6.923 cabeça
Galinhas - efetivo dos rebanhos 14.899 cabeça
Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 5.029 cabeça
Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
Caprinos - efetivo dos rebanhos 5.121 cabeça
Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 4.693 cabeça
Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 821 mil litros
Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 72 mil dúzias
Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) - kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

O produto interno bruto (PIB) de Itaguaçu da Bahia - Bahia

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 8.845 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 836 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 12.062 mil reais
  • APU 8.501 mil reais
  • Dummy 0 mil reais
  • Impostos 82 mil reais
  • PIB 21.826 mil reais
  • População - 2004 9.500 habitantes
  • PIB per capita 2.297 Reais
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Irecê - Bahia e sua pecuária

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 23.500 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 5.000 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 510 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 230 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 180 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 2.700 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 16.000 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 24.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 3.200 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 3.000 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 1.800 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 96 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 10 kg
Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

Irecê - Bahia e seu produto interno bruto (PIB)

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 7.907 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 28.515 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 137.565 mil reais
  • APU 51.894 mil reais
  • Dummy -10.888 mil reais
  • Impostos 10.219 mil reais
  • PIB 173.319 mil reais
  • População - 2004 60.785 habitantes
  • PIB per capita 2.851 Reais
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Ipupiara - Bahia e sua pecuária

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 6.800 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 550 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 100 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 270 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 70 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 1.700 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 6.600 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 10.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 2.500 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 200 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 289 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 36 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 4.000 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

Ipupiara - Bahia e seu produto interno Bruto (PIB)

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 2.842 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.241 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 12.732 mil reais
  • APU 7.634 mil reais
  • Dummy -468 mil reais
  • Impostos 223 mil reais
  • PIB 17.571 mil reais
  • População - 2004 8.801 habitantes
  • PIB per capita 1.996 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

A pecuária do município de Ibititá - Bahia

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 7.107 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 3.950 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 770 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 170 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 370 cabeça
  • Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Coelhos - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 1.900 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 11.500 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 18.000 cabeça
  • Codornas - efetivo dos rebanhos - cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 7.500 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 1.630 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 864 mil litros
  • Ovinos tosquiados - quantidade (cabeças) - cabeça
  • Lã - produção - quantidade (kg) - Kg
  • Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade (Kg) - Kg
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 69 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg)
  • 5 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

O produto interno bruto (PIB) de Ibititá - Bahia

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 14.268 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 2.603 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 24.963 mil reais
  • APU 15.369 mil reais
  • Dummy -790 mil reais
  • Impostos 322 mil reais
  • PIB 41.365 mil reais
  • População - 2004 18.223 habitantes
  • PIB per capita 2.269 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Município de Ibipeba - Bahia - sua pecuária

Pecuária 2005

  • Bovinos - efetivo dos rebanhos 9.524 cabeça
  • Suínos - efetivo dos rebanhos 6.200 cabeça
  • Eqüinos - efetivo dos rebanhos 1.650 cabeça
  • Asininos - efetivo dos rebanhos 880 cabeça
  • Muares - efetivo dos rebanhos 730 cabeça
  • Ovinos - efetivo dos rebanhos 5.800 cabeça
  • Galinhas - efetivo dos rebanhos 8.200 cabeça
  • Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 12.500 cabeça
  • Caprinos - efetivo dos rebanhos 7.500 cabeça
  • Vacas ordenhadas - quantidade (cabeças) 2.600 cabeça
  • Leite de vaca - produção - quantidade (mil litros) 1.196 mil litros
  • Ovos de galinha - produção - quantidade (mil dúzias) 49 mil dúzias
  • Ovos de codorna - produção - quantidade (mil dúzias) - mil dúzias
  • Mel de Abelha - produção - quantidade (kg) 35 kg

Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005; Malha municipal digital do Brasil: situação em 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2005. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde, por arredondamento, os totais não atigem a unidade de medida. NOTA 2: Atribui-se a expressão \"Dado não existente\" onde não há ocorrência da variável no município.

O produto interno bruto (PIB) de Ibipeba - Bahia

Produto Interno Bruto 2004

  • Valor adicionado na agropecuária 10.410 mil reais
  • Valor adicionado na indústria 5.305 mil reais
  • Valor adicionado no serviço 19.707 mil reais
  • APU 12.473 mil reais
  • Dummy -138 mil reais
  • Impostos 249 mil reais
  • PIB 35.533 mil reais
  • População - 2004 14.291 habitantes
  • PIB per capita 2.486 Reais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

Arquivo


Ocorreu um erro neste gadget