2008-08-15

Sistema de irrigação israelense vai ser adotado na Bahia

O sistema de irrigação por gotejamento enterrado usado em Israel pode ser uma referência para as culturas irrigadas da Bahia.

O sistema possibilita conjugar, com economia de água, uma irrigação de alta eficiência, usando o gotejamento, com a mecanização agrícola, comum em grandes áreas, a exemplo da produção de grãos e da cana-de-açúcar.

A técnica já é utilizada com sucesso em alguns países, inclusive no Brasil -Estado de Alagoas.

A intenção é que a experiência possa orientar o plantio de cana-de-açúcar no estado, no âmbito do programa Bahiabio, que prevê a ocupação de uma área de cerca de 800 mil hectares.

Segundo a superintendente de Irrigação da Secretaria de Agricultura, Silvana Costa, dos 800 mil hectares destinados ao Bahiabio, aproximadamente 300 mil estão no Oeste da Bahia, região que já tem alta demanda de água -cerca de 11 bilhões de litros por dia para a irrigação, principalmente para a produção de soja.

“O sistema de gotejamento enterrado é exemplo de economia de água, redução de custos e aumento da produção, além de possibilitar menor impacto ambiental no solo pela aplicação eficiente de fertilizantes por meio da água de irrigação”, diz Silvana.

A Seagri tem incentivado a irrigação localizada, mas ela ressalta que é um grande desafio o desenvolvimento de práticas que conduzam a um manejo de irrigação eficiente, com redução das perdas por condução e aplicação de água.

O diretor geral do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), Julio Rocha, falou que a adoção na Bahia de um tipo de sistema como é o de irrigação por gotejamento enterrado é fundamental para assegurar a sustentabilidade dos rios.

“Precisamos estimular a adoção das tecnologias que resultem no uso racional da água, para garantir a vida nos rios para as atuais e futuras gerações”. Ele acrescentou que esse processo é importante, inclusive, para subsidiar ainda mais o Ingá na concessão de outorgas, principalmente nas áreas com grandes demandas pelo uso da água.

A superintendente de Irrigação da Secretaria da Agricultura (Seagri), Silvana Costa, juntamente com o diretor geral do Ingá, Julio Rocha, e o diretor de regulação da autarquia, Luiz Henrique Pinheiro, foram a Israel conhecer o sistema de irrigação por gotejamento enterrado e outras experiências adotadas pelo país para conviver e enfrentar a escassez hídrica.

A viagem oficial foi um convite da Câmara de Comércio América Latina-Israel.

Irrigação com água de efluentes

Outra experiência de Israel que pode ser aproveitada pela Bahia é o aproveitamento de águas residuárias, ou seja, de efluentes que, depois de tratados, se destinam à irrigação de culturas como algodão, citricultura, batata e feijão.

Em torno de 90% de toda irrigação em Israel é feita com o reuso da água de efluentes. Os representantes do governo da Bahia tiveram a oportunidade de conhecer uma das mais importantes experiências de reuso da água na atualidade, o Kibbutz Hatzerim.

Trata-se de um movimento que cresceu fora da sociedade e tornou-se um modo de vida rural, baseada em princípios do igualitarismo e da comunidade. Nesse modelo de produção, a principal atividade econômica é a irrigação por gotejamento enterrado e a produção industrial de componentes para a agricultura irrigada.

Em visita ao Kibbutz Hatzerim, o diretor geral do Instituto de Gestão das Águas e Clima, Julio Rocha, o diretor de Regulação da autarquia, Luiz Henrique Pinheiro e a superintendente de Irrigação da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), Silvana Costa, conheceram o plantio de 300 hectares de jojoba em sistema de irrigação por gotejamento enterrado, alcançando uma produtividade de 3000 kg/ha, considerada a maior no mundo.

Toda a produção deriva da irrigação com água residuária -proveniente do esgoto doméstico- das residências do kibbutz e de cidade vizinha, após eficiente tratamento secundário.

A colheita é transformada, no próprio kibbutz, em óleo de jojoba para exportação. O kibbutz possui ainda uma planta industrial, que fabrica materiais e equipamentos de irrigação vendidos para vários países do mundo, inclusive ao Brasil.

Segundo Julio Rocha, “motivados por convicções fortes e por ideologia, eles deram forma a uma sociedade com uma maneira de vida original. Com efeito, trabalham duramente para consolidar a base econômica, social e administrativa de sua comunidade”.

Rocha lembrou que o Kibbutz Hatzerim foi criado em 1947, em pleno Deserto de Negev, sendo um dos dez kibbutzim com melhor situação financeira.

Sistema de tratamento secundário de esgoto

Outra experiência conhecida pela delegação baiana na viagem oficial a Israel foi o sistema de tratamento secundário de esgoto com aplicação na irrigação dos Mushavim.

São áreas agrícolas onde as famílias recebem um lote de terra de igual tamanho para diversas atividades rurais. A irrigação com utilização de efluente tratado se destina ao algodão, citricultura, batata, feijão e outras.

Para o diretor de regulação do Iingá, Luiz Henrique Pinheiro, “é a afirmação de que saneamento básico pode ser conjugado com outras atividades benéficas para a sociedade, uma vez que as tecnologias de tratamento de esgotos domésticos são dominadas em quase todo o mundo”.

Mas/bs

2008-08-14

Seminário para debater acesso ao Pronaf

Alinhar a política de concessão de crédito rural ao contexto de desenvolvimento sustentável para beneficiamento da produção, acesso ao mercado e ao serviço de assistência técnica. Essa foi a principal alternativa em consenso, apontada, nesta segunda-feira (11), durante o primeiro dia da oficina de fomento ao Pronaf, que visa diminuir a inadimplência dos agricultores junto às instituições financeiras e ampliar o acesso ao recurso. O evento termina nesta terça, no Hotel Sol Bahia Atlântico, em Patamares.

Na Bahia, aproximadamente 130 mil agricultores familiares de 122 municípios estão inadimplentes e impossibilitados de contrair novos créditos. “Além da orientação na aplicação do recurso e da melhoria e ampliação do serviço de assistência técnica, o governo está empenhado na renegociação da dívida destes produtores, garantida por meio da Medida Provisória 432, de 27 de maio, pelo governo federal”, informou o superintendente da agricultura familiar da Secretaria da Agricultura Irrigação e Reforma Agrária (Seagri/Suaf), Ailton Florêncio. As famílias têm até o dia 30 de setembro para aderir à renegociação.

O objetivo é alcançar a marca, prevista pelo Governo do Estado, de R$ 600 milhões em crédito pelo Pronaf e beneficiar cerca de 200 mil agricultores familiares e assentados da reforma agrária na próxima safra de verão. O presidente nacional da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafs), José Paulo Crisóstomo, afirma que o crédito é indispensável para o desenvolvimento rural, além de garantir a realização do sonho dos agricultores.

“Acreditamos que o crédito acompanhado tenha um papel muito importante nesse processo, além da readequação no planejamento para o acesso à tecnologia e aumento na produção de alimentos”, declarou.

As instituições conveniadas, que agora vão poder operar com o crédito rural, vão unir esforços com o serviço público de assistência técnica oferecido pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que já viabiliza o acesso ao recurso, por intermédio da elaboração de projetos de custeio e investimento, demandados pelo produtor. O órgão promove capacitação, elaboração do laudo e supervisão que comprova a aplicação efetiva para os agentes financeiros.



Agentes financeiros



As instituições financeiras também estão fazendo sua parte, por meio do credenciamento das entidades conveniadas e disponibilização da tecnologia do Canal Facilitador de Crédito (CFC) para as entidades conveniadas. Com a ferramenta é possível realizar o cadastro do produtor e a contratação da operação de crédito, sem a necessidade de o produtor precise ir à agência.

“Dessa maneira, buscamos o reconhecimento não só como agente financeiro, mas como fomentador do desenvolvimento rural”, declarou o representante do Banco do Brasil (BB), Antônio Marcos. A iniciativa é uma realização conjunta entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e as secretarias estadauis da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e de Planejamento (Seplan), além das principais instituições financeiras e do Sebrae.

ras/is

Iniciado o processo de reordenamento da rede escolar para 2009

A Secretaria Estadual da Educação (SEC) já iniciou o processo de reordenamento da rede escolar para o próximo ano letivo, com o objetivo de otimizar espaços físicos e a oferta de novos cursos.

A idéia é que, até novembro, a secretaria já tenha concluído o trabalho de levantar as demandas e planejar as ofertas, construindo possibilidade de atendimento da rede pública para as matrículas de 2009. Para isso, todo processo é realizado junto às Diretorias Regionais de Educação (Direc), escolas e secretarias municipais de educação.

Todo o trabalho visa o aproveitamento pleno da capacidade física instalada para aumentar a otimização dos prédios ociosos e racionalizar os recursos financeiros, materiais e humanos. A secretaria já deu largada ao processo e vem planejando estratégias de ação junto com os gestores das 33 Direc.

No momento, equipes de técnicos da SEC estão nos pólos levantando a situação real da matrícula, a oferta de cursos, a ociosidade da rede e também a necessidade de construção ou ampliação de unidades. O trabalho abrange todas as 1.753 escolas da rede e é realizado em parceria com os municípios.

De acordo com o superintendente de Organização e Atendimento da Rede Escolar, José Maria Dutra, o reordenamento pretende promover a racionalização da rede, proporcionando o ajuste da oferta com a demanda. Por isso, o processo envolve a participação efetiva das Direc, dos gestores das escolas estaduais e também dos municípios.

Desperdício

A proposta é que o trabalho de reordenamento seja concluído até novembro, a tempo de serem realizadas as intervenções necessárias para o novo ano letivo. Para a diretora da Direc 20, em Vitória da Conquista, Célia Tanajura, os encontros serão de grande importância no sentido de definir estratégias voltadas á reorganização da rede para 2009. “É um momento importante de definirmos estratégias para melhor utilizarmos os espaços e o nosso pessoal”, avalia.

No caso do município sede da Direc, por exemplo, ela já consegue visualizar algumas questões que precisarão de intervenções. Enquanto que na região central de Vitória da Conquista possuem sete escolas próximas e com capacidade ociosa, os bairros periféricos carecem de escolas. “O reordenamento pode nos ajudar a encontrar solução para esse problema”, considera a diretora Célia Tanajura.

Mesmo com o reordenamento ainda em fase de planejamento, o diretor da Direc 10, de Paulo Afonso, Pedro Fernando da Silva, também já consegue visualizar alguns pontos a serem reorganizados. Para ele, o reordenamento é uma oportunidade de reestruturar a rede, procurando otimizar as ações e reduzir o desperdício tanto de pessoal quanto de infra-estrutura.

“Vejo hoje escolas com pouca capacidade de funcionamento dentro de uma modalidade que estão atuando, enquanto há outras que têm essa capacidade e funcionam de forma precária e desordenada”, afirma.

eas/is

2008-08-13

Inaugurada em Amargosa a primeira Base Ambiental do Estado

O Governo do Estado, por meio do Instituto de Meio Ambiente (Ima), inaugurou, na cidade de Amargosa, a 248 quilômetros de Salvador, a primeira Base Ambiental do Estado - uma estrutura administrativa integrada pelo instituto, o Núcleo Mata Atlântica (Numa), grupo de atuação especial do Ministério Público do Estado da Bahia, e das polícias Militar e Civil.

Instalada num imóvel cedido pela prefeitura do município, a base vai atuar regionalmente e dar suporte às necessidades de monitoramento sistêmico do bioma Mata Atlântica. O diferencial está na atividade parceira das instituições envolvidas, que construirão ações conjuntas. Pela natureza de sua estrutura, onde vão atuar órgãos com competências diversas, deverá ser um equipamento com ação marcante na defesa do meio ambiente.

Durante a solenidade e inauguração na sexta-feira (8), a diretora-geral do IMA, Beth Wagner, afirmou que a ação conjunta de instituições como o Ministério Público e as polícias Militar e Civil, entre outras, deverá resultar em atitudes efetivas. "Se precisar prender, vai prender. Se for o caso de se adotar medidas judiciais, também não teremos maiores dificuldades", alertou, lembrando ainda que a base permitirá a descentralização das ações ambientais levando para a região serviços de licenciamento e fiscalização, além de ações de educação ambiental.

Situado numa região onde a presença de remanescentes da Mata Atlântica ainda é muito marcante, o município de Amargosa sempre serviu de rota de tráfico de madeira ilegal e animais silvestres. De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Juliano Matos, a instalação da Base Ambiental é uma vitória dos órgãos ambientais da Bahia, um ganho institucional relevante".

Para o promotor de Justiça e coordenador-geral do Numa, Sérgio Mendes, além de uma fiscalização muito mais efetiva, a base vai proporcionar ações integradas dos organismos envolvidos com a preservação. Atuaremos desde a punição aos criminosos ambientais, passando pela educação e informação", declarou.
O procurador geral do Estado, Lidivaldo Brito, anunciou para breve a implantação de novas bases ambientais no interior baiano. Esta semana, será definido o edital para a base de Teixeira de Freitas e, na próxima, concluído o projeto arquitetônico da base de Valença.

A gestão local da Base Ambiental de Amargosa ficará a cargo do engenheiroe Florestal Faruk Aragão, do IMA, que contará com uma forte 'aliada' nas ações de fiscalização - a cadela Vida, da raça Labrador. Trata-se de "uma excelente farejadora que vai ajudar no combate ao tráfico de animais silvestres", disse o seu treinador, o sargento PM Prazeres.

mas/is

2008-08-12

Profissionais de Vitória da Conquista, Ipiaú e Jequié são capacitados para tratamento do fumante

Cinquenta profissionais de saúde da atenção básica dos municípios de Vitória da Conquista, Ipiaú e Jequié serão capacitados pelo Programa Estadual de Controle do Tabagismo para abordagem e tratamento de fumantes. O treinamento acontece nesta quarta e quinta-feira (13 e 14), no Pólo de Capacitação em Saúde da Família de Vitória da Conquista, sede da 20ª Diretoria Regional de Saúde (Dires).

Criado em 1999, pela Secretaria da Saúde do Estado, o Programa de Controle do Tabagismo desenvolve ações e sensibilizações contínuas, como medidas de controle em canais comunitários (unidades de saúde, escolas e ambientes de trabalho), e ações pontuais, sempre com a proposta de manter em destaque informações anti-tabagismo.

As ações contínuas abrangem, além do Saber Saúde, voltado para estabelecimentos escolares, os programas Prevenção Sempre e Saúde e Coerência, desenvolvidos, respectivamente, em ambientes de trabalho e unidades de saúde. O objetivo é manter um fluxo contínuo de informações sobre o tabagismo, os riscos para os fumantes e os riscos da poluição do tabaco nos diversos ambientes.

O trabalho do Programa Estadual de Controle do Tabagismo também inclui o projeto Ambiente Livre do Cigarro, desencadeado a partir de portaria assinada pelo então secretário da Saúde, José Maria de Magalhães Netto, em maio de 2000, proibindo o consumo de produtos fumígeros nas dependências internas da Sesab, medida que resultou na melhoria da condição ambiental e protegeu o fumante passivo dos prejuízos causados pela fumaça dos cigarros.

Além das ações educativas contínuas e pontuais, o programa está capacitando profissionais para o atendimento a fumantes dispostos a abandonar o vício. Profissionais de diversos municípios, inclusive Salvador, já estão treinados para este atendimento, que inclui a abordagem e o tratamento da dependência, incluindo suporte medicamentoso, quando necessário.

sas/is

2008-08-10

Chega a Irecê o Programa de Interação com Beneficiários do Planserv

O cronograma de trabalho adotado pela equipe do Planserv, com palestras para beneficiários civis e militares, seguidas de debates e visitas à rede referenciada, gerou excelentes resultados na visita a Juazeiro, em julho. Este mês, nos dias 13 e 14, será aplicado também na microrregião de Irecê.

O Programa de Interação e Aproximação com os Beneficiários do Planserv tem como prioridade conhecer as reivindicações dos usuários do plano e identificar novos prestadores para ampliar a oferta de serviços, além de conferir a qualidade do atendimento prestado por clínicas, laboratórios e hospitais.

Executado pela Coordenação de Relacionamento com Beneficiários e Prestadores do Planserv, o programa chega a Irecê, na quarta-feira (13), iniciando com uma palestra para os servidores civis, a partir das 15h, no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães. Na quinta (14), às 9h, no mesmo local, a programação será levada aos servidores militares. Depois das palestras, acontecem as visitas a clínicas e hospitais até o dia 15.

Estímulo

Durante as reuniões com os beneficiários serão apresentadas as ações já implementadas e as que estão em andamento para ampliar o acesso e melhorar a qualidade da assistência. Já as visitas às clinicas e hospitais objetivam identificar novos possíveis prestadores e verificar o nível do atendimento prestado pela rede referenciada em cada cidade visitada.

Os resultados do programa são um importante estímulo ao trabalho que o Planserv vem desenvolvendo para aumentar a oferta de serviços. A partir da visita a Juazeiro, por exemplo, houve ampliação em gastroenterologia e urologia e a mesma ação já está sendo estudada para outras especialidades.

Feira de Santana, sede da microrregião com maior número de beneficiários do Planserv no interior, foi o primeiro município a receber o programa. As reuniões, sempre seguidas de debates, também aconteceram em Ilhéus, Itabuna, Jequié,Vitória da Conquista e Juazeiro.

Depois de Irecê, que totaliza, com a microrregião de Jacobina, 14.464 beneficiários, em 38 municípios, o programa vai atender aos beneficiários de Barreiras, em setembro. No mês seguinte, será a vez do extremo sul (Eunápolis e Teixeira de Freitas).

aas/is

III Congresso Brasileiro de Mamona aponta a Bahia como terceiro maior produtor do mundo

Líder absoluto na produção nacional de mamona, a Bahia conquista um novo status de terceiro maior produtor mundial da oleaginosa, perdendo apenas para China e Índia. O reconhecimento foi consolidado no III Congresso Brasileiro de Mamona, que aconteceu durante toda a semana e reuniu 700 participantes, entre pesquisadores, técnicos, extensionistas e estudantes, no Bahia Othon Palace Hotel.

Na oportunidade, a Secretaria da Agricultura (Seagri) lançou duas novas variedades da espécie, que vão garantir a mecanização da produção para o agronegócio e a consorciação, destinada à produção familiar. As diferentes cultivares foram produzidas pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) para multiplicação e, posteriormente, venda e distribuição.

Uma das variedades, intitulada MPB1, tem uma perspectiva de revolucionar a cultura, a partir da mecanização da lavoura (o que não era possível anteriormente), favorecendo também ao agronegócio empresarial. “Dessa maneira vai ser possível reduzir o ciclo para 96 dias e aumentar a produtividade anual para 2,5 mil quilos por hectare”, avaliou o superintendente de Política do Agronegócio da Seagri, Eujácio Simões.

A outra variedade da mamona, denominada como MPA 11, é destinada à consorciação de feijão e milho e beneficia agricultores familiares, por meio da política estadual de distribuição de sementes e a garantia de compra pelas empresas produtoras de biodiesel, como a Petrobras.

Simões afirma que “o congresso consolidou a posição da mamona como matéria-prima viável tecnicamente para a produção de biodiesel, além de sedimentar a vocação para que seja a redenção do semi-árido nordestino”.

O evento foi uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), em conjunto com a Embrapa Algodão.

Potencial

A Bahia, além de se destacar no agronegócio da mamona como maior produtor nacional e terceiro do mundo, possui as principais indústrias de extração e transformação do óleo, sendo expoente também no setor industrial. O estado já produziu, neste ano, numa área de 145 mil hectares, 125 mil toneladas de mamona, tendo por meta chegar à marca de 290 mil hectares e 350 mil toneladas, respectivamente.

ras/is

Arquivo


Teste sua Memória